Kaya Scodelario Brasil » Arquivo » Entrevista para o Metro
Postado por Larissa


Kaya Scodelario não faz personagens femininos chatos. Em vez disso, as mulheres que ela interpretou são fortes, fascinantes e imperfeitas. A atriz inglesa de 25 anos fez seu nome no programa de TV ‘Skins‘ e depois como Catherine Earnshaw em ‘O Morro dos Ventos Uivantes‘, de Andrea Arnold. Ela então se formou na série YA ‘The Maze Runner‘ e agora ‘Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar‘. Neste último, Scodelario interpreta Carina, uma jovem feroz confundida com uma bruxa por causa do seu amor pela ciência e pela astronomia. Ela termina juntando-se ao Capitão Jack Sparrow de Johnny Depp em sua mais recente aventura: tentar não ser morta por um velho inimigo (Javier Bardem) diabólico e vingativo.

Nós conversamos com Scodelario sobre o por que ade as mulheres serem super-heroínas, como os grandes filmes podem ser chatos de fazer e por que ela adora a Sarah Connor de ‘O Exterminador do Futuro‘.

Um grande filme como ‘Piratas’ é praticamente o oposto de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, o filme que colocou você no mapa.

K– ‘O Morro dos Ventos Uivantes’ foi super “sujo”, muito cru. Tivemos um pequeno orçamento. Na maioria dos dias nem sequer tínhamos um roteiro. Nós apenas trabalhamos com o ambiente, sentimos o que queríamos sentir no momento. E Andrea [Arnold, a diretora] me deu conselhos incríveis sobre como ser uma mulher na indústria do cinema: “Se você está menstruada e está chateada, ótimo – o seu personagem está menstruada e chateada. Não há nada de errado com isso.” Esse é um mantra que eu segurei perto de mim. Você nunca conseguiria esse tipo de informação de um cara.

Ainda assim, sua personagem em ‘Piratas’ não é uma donzela em perigo. Ela é quase tão zangada quanto Catherine de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’. Ela é uma personagem interessante e complexa.

K– Isso é algo que sempre procuro em todos os meus papéis. Eu não conheço uma única mulher que seja desinteressante. Nós não somos simples, somos difíceis de definir, você não pode definir-nos por uma coisa. É importante representar isso no filme, especialmente com algo tão grande. Eu queria ter certeza de que as pessoas entendam que Carina possui várias camadas. Ela é uma sobrevivente, é independente, tem sua própria missão pessoal, ela acha que os piratas são um bando de idiotas, e provavelmente são.

 

Você tinha alguma heroína favorita quando era criança?

K– Eu assisti os filmes ‘O Exterminador do Futuro’ quando eu era muito jovem. Eu era obcecada por eles. Eu sempre amei Sarah Connor. Em ‘O Exterminador do Futuro 2′ – que é provavelmente melhor do que qualquer coisa – ela está lutando pelo que ela acredita ser certo. Há um momento enorme em que ela tem que tomar a decisão de matar o cara que ela sabe que acabará por fazer como que Skynet continue vivo – Eu sou uma nerd sobre ‘O Exterminador do Futuro‘, desculpe [risos] – e ela tem que tomar uma decisão moral. Eu amava o quão forte ela era, eu adoro o fato de que ela acabou com ele, que ela era muscular. E ela também é uma mãe. Ela é o tipo de personagem que eu sempre tenho como inspiração quando eu estou fazendo esses filmes de ação.

É bom que tanto esse filme quanto o da ‘Mulher Maravilha’ tenham cenas onde a protagonista se queixa de ter que fazer coisas de ação em vestidos de época gigantescos que são totalmente não práticos para correr e lutar. Como foi fazer isso?

K– É insanamente difícil. Eu pensei que um espartilho seria legal de se vestir, mas na verdade, é uma merda. Eu fiz uma aposta de corrida com a equipe de câmera onde eu fiz com que todos usassem espartilhos, para que eles soubessem o que eu tinha passado por seis meses. E nenhum deles conseguiu. Todos desistiram no último segundo. Nós temos este grande momento quando Carina tem que nadar para salvar sua vida. Então ela tira seu vestido, porque vai ficar no caminho. Fazemos piadas sobre isso, mas ela está realmente sendo incrivelmente prática. Eu sempre acho ridículo quando uma garota passa por uma longa cena de ação, e ela ainda tem brilho labial no final. Porque eu não consigo manter o brilho labial por mais de uma hora.

Ter feito programas de TV como ‘Skins’ e filmes menores, onde você está constantemente ocupada, como foi estar no set de um blockbuster o que pode ser, francamente, chato?

K– Definitivamente não é tão divertido como as pessoas pensam. Eu costumo trazer meus amigos comigo para o set, e especialmente com este filme, eles estavam tipo, “Podemos ir visitar?” Eu disse: “Bem, você pode, mas você vai me odiar depois de três horas. Vocês vão ficar tão entediadas”. Mas fica tudo bem no final, quando você vê o produto acabado. Mas quando você fica no mesmo galpão com uma tela azul por três semanas seguidas, filmando uma seqüência, e então a cena dura dois minutos na tela, há uma pequena parte de mim que diz: ‘Ah, eu gostaria que as pessoas soubessem quanto tempo passamos fazendo essa cena”.

Fonte: Metro

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