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24.Janeiro.2018
Postado por scodelariobrasil


Kaya conversou com o MetroUK sobre o assédio que sofreu aos 12 anos de iadade no Brasil. Confira a matéria completa abaixo:

A desafiadora Kaya Scodelario espera que o assedio sexual que sofreu aos 12 anos ‘não a definirá’. 

Nos primeiros dias do movimento Me Too, a atriz britânica Kaya Scodelario falou sobre o abuso que sofreu aos 12 anos, agradecendo as mulheres que vieram antes dela por compartilhar suas histórias e dar-lhe a coragem de fazer o mesmo. Agora, Kaya revelou que, embora a resposta [dos fãs] tenha sido maravilhosa, ela espera que isso não a defina. “A resposta foi maravilhosa, foi um alívio, mas ainda estou lidando com isso, e agora estou lidando com um novo lado, o que é isso [as perguntas sobre o abuso]”, diz ela.

“Eu vou ser perguntada sobre isso para sempre agora. Espero que não me defina, mas sempre estará sob o meu nome e aceito isso – mas estou orgulhosa de ter sido corajosa o suficiente para fazê-lo e agradeço o apoio que tive dos eus amigos. “Kaya usou o Twitter em 16 de outubro para contar sua história.

“Me levou 13 anos para dizer #MeToo. Ele ainda está protegido por “membros da família” no Brasil. Eles disseram mentiras aos jornais para tentar me silenciar”. “Não mais”. “Quero agradecer a todas as pessoas que  falaram sobre agressão sexual / assédio recentemente. Vocês me deram a coragem. Para finalmente falar e não ter medo. Para todos, ainda sofrendo em silêncio, você nunca pediu por isso. NINGUÉM PEDE.’ 

Falando para MetroUk ao retornar ao olho público com o terceiro e último filme da série ‘The Maze Runner: A Cura Mortal‘, Kaya é inflexível que todos nós precisamos lembrar que essas histórias não são acontecem apenas em  Hollywood. “Foi um tabu e aconteceu com alguém que não conhecemos, e o movimento Me Too nos mostrou que isso pode acontecer com seu amigo, sua irmã, as mulheres que lhe servem comida em um restaurante. Não acontece apenas nos filmes”.

E lembro-me de pensar que se eu tivesse 12 anos de idade e aquela coisa horrível que aconteceu comigo, mas se eu visse uma mulher que admirava falar sobre isso, teria me sentido muito menos culpada, e isso me inspiraria a pensar “isso não me impedirá, isso é algo que aconteceu, mas não sou vítima”. “Então eu pensei que se eu puder fazer isso por uma pessoa, então eu devia isso aKaya de 12 anos”.

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