Kaya Scodelario Brasil » Arquivo » De ‘Skins’ para Hollywood — Kaya fala sobre ‘Prova de Fogo’
Postado por lais


Em entrevista à Candid Magazine, Kaya comenta um pouco sobre a transição de ‘Skins’ para o começo de sua carreira no cinema americano, assim como sobre sua personagem, Teresa, e um pouco do que esperar da sequência de ‘Maze Runner’. Confira a tradução feita por nossa equipe abaixo.

Desde sua performance no hit dramático teen de 2007  ‘Skins’, a jovem atriz britânica Kaya Scodelario construiu uma carreira sólida de filmes independentes que a levaram à participar da crescente massa de talentos britânicos à conquistar Hollywood, um filme de cada vez. A Candid teve o prazer em passar algum tempo com a talentosa, linda e divertida atriz durante o lançamento do seu último filme, ‘Prova de Fogo’, o segundo filme da série ‘Maze Runner’. Além de ser uma pessoa super adorável de se conversar, a jovem ascendente estrela de 23 anos, que recentemente ficou noiva do ator norte americano Benjamin Walker (eles se conheceram no set de gravações de seu próximo filme ‘The Moon and The Sun’), transborda de um impressionante nível de inteligência e maturidade sendo tão jovem.

Mesmo que 2007 não seja muito tempo atrás, parece que tantos anos se passaram desde que sua carreira começou em ‘Skins’, dado onde você se encontra agora?

Eu acho que sim. Algumas vezes sim. Eu nunca realmente re-assisti mas de vez em quando eu estarei em um programa de TV e eles irão mostrar uma cena e eu vou assistir e pensar “Oh meu Deus! Quem é essa?” já que eu pareço bem mais nova e eu soo muito mais nova mas as memórias que tenho são adoráveis. Eu estava tão apaixonada por aquele trabalho e apaixonada por fazer o que eu sempre quis fazer que parece que foi ontem. Eu ainda tenho a mesma animação e a mesma sensação de como é insano que tudo isso esteja acontecendo comigo. Então nesse sentido parece novidade mas assistindo, quero dizer, se você pensar que não tinha Twitter ou Instagram, era muito diferente.

Tem alguma coisa em particular que você mantém daquela experiência que continua a afetar você atualmente em sua carreira?

Foi realmente divertido. Eu acho que nos ensinou a não ter um ego. Ninguém se tornou um “sabe, eu sou um ator realmente famoso e vocês são sortudos em me ter” ou “eu tenho um trailer maior que o seu”. Meio que nos ensinou a apenas nos divertir pelo o que aquilo representava e não esperar nada daquilo. Quando nós filmamos a primeira temporada, nós não tínhamos a minima ideia se teríamos outra temporada, nós tivemos três gerações e eu sempre meio que mantive aquilo comigo. Ainda tenho uma animação nova toda vez que eu vou a um trabalho e eu ainda fico animada com cada nova aventura. E eu aprendi isso de todos eles, de Nick Hoult, Dev Patel, Joe Dempsey, Daniel Kaluuya, eu aprendi a apenas curtir e não ficar esperando nada mais daquilo ou ficar esperando ser tratada diferente de todo mundo.

Mudando de assunto para ‘Prova de Fogo’, desta vez você não é mais a única menina em um grupo de meninos, e mesmo que Teresa, sua personagem, não interaja muito com a recém chegada Brenda (Rosa Salazar), eu acho que ela continuaria em seu próprio espaço mesmo se ela e Brenda tivessem mais cenas juntas. Além daquele passado misterioso que ela divide com Thomas, ela não fez conexão com nenhum outro clareano. Ela continua sendo uma forasteira e ela tem essa ambígua e intrigante aurora ao seu redor. Nós temos a oportunidade de descobrir mais sobre ela desta vez mas obviamente temos mais ainda. Como você se preparou para isso e como foi ficar separada do resto do grupo?

Para mim foi muito importante porque eu não acredito que Teresa seja uma vilã. Eu não acho que ela é uma personagem má e eu não acho que seja tão simples assim, e é isso que eu amo no que fizemos até agora. Ela está na jornada com eles e ela está apenas tendo uma experiência diferente deles. O que eu acho bem importante lembrar é que ela é a única a ter suas memórias de volta. Ela é a única a se lembrar como o mundo realmente estava, que sentiu aquela dor pessoalmente. Ela viu sua mãe ficar doente. Os outros estão tentando sobreviver e ela está vendo tudo de uma maneira maior. Eu sabia desde o começo que eu queria distancia-la, precisávamos ter paciência, sabe, onde colocávamos aquilo, onde ela começava e para mim é quando ela vê a foto da menininha no shopping. Há uma humanidade nela, ela está pensando na humanidade num sentido maior. Foi difícil para mim entrar nessa porque os meninos são meus melhores amigos, eu os adoro mas teve dias que eu ficava um pouco quieta e eles vinham me perguntar se eu estava bem.

Quando eu trabalho eu acabo doando um pouco de mim, eu destruo uma parte minha e é por isso que eu tenho este trabalho, é o que eu acredito que tenho que fazer. Eu curto isso de uma forma estranha. Mas desta vez eu realmente destruí uma parte minha. Eu tinha que ficar sozinha, eu tinha que ficar triste e eu fiquei assim durante várias filmagens porque eu acreditava que ela tinha que ter essa constante tristeza oculta que ela tem medo de dividir, já que ninguém mais entende suas experiências. Então meu processo foi esse, sentir que eu estava tendo uma experiência diferente de todos, absorver isso, o vazio de tudo isso. Eu passei muito tempo observando as distâncias  e imergindo na paisagem a qual é bem severa, bem seca e feia. Eu queria a ver pelo o que ela é, enquanto os meninos achavam bastante divertido e ficavam brincando. Então eu tentei me distanciar o máximo possível mas ao mesmo tempo eles são meus melhores amigos e eu gosto de ficar com eles, então foi algo difícil de balancear

Wes (Ball, o diretor) me contou que ele não gosta desse selo de jovens-adultos para essa franquia e ele tentou fazer algo mais adulto. Eu pessoalmente senti que a adaptação para filme desse livro trata de trazer algo novo para esse gênero. O que fez ser interessante para você para fazer [o filme] e fez o mesmo se diferenciar e não se tornar outro Jogos Vorazes?

Eu acho que nosso meio que tema oculto foi que nós nunca iríamos fazer [do filme] um romance. Nós não iriamos fazer aqueles momentos bobos que eles estão prestes à morrer e eles olham um pro outro e ficam de mãos dadas porque isso não faz sentido. Nós sempre queríamos que fosse o mais real possível e orgânico. Eu amo esses filmes que não te contam o que está acontecendo, não tem um monologo de abertura não há informação. O personagem abre seus olhos e você abre seus olhos e você tem o seguir.

Isso faz você pensar que não é fácil, pode ser complicado e difícil e te obriga a ter sua própria opinião, especialmente no segundo livro com a decisão da Teresa, e eu acho que isso é meio raro. Nós respeitamos a inteligência de nossas audiências e seu direito de fazer sua própria opinião.

Isso é algo que Wes realmente queria desde o inicio. Ele é um gênio e você pode pensar que ele é pelo seu passado em efeitos especiais que ele não saberia como falar com os atores sobre seus personagens mas ele realmente sabe e ele sempre pensa em todo o roteiro.

Você acha que tem algum razão em particular do estar acontecendo uma invasão de atores britânicos em Hollywood? E isso está acontecendo cada vez mais com jovens talentos como você. Só falando em ‘Prova de Fogo’ temos 3 britânicos em papéis principais.

Eu acho que nós somos tão sortudos de vir de uma cultura de teatro e de Shakespeare. O desejo de atuar está meio que misturado em nosso sangue. Eu acho que nós estamos mais inclinados em apreciar mais o lado artístico em vez da fama. Nós não fomos para Hollywood para ficarmos famosos. Nós crescemos aqui no Reino Unido e acabamos indo parar lá, então é legal quando as pessoas apreciam isso. Nós somos uma pequena ilha e eu acho impressionante que vários de nós estão indo bem.

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